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Pôster de Era Uma Vez na América

Era Uma Vez na América (1984)

★ 8.4no TMDB 6.191 votos 229 min

Crime Drama Mais da Disney+

Onde assistir

Sinopse

Nos anos 1920, o jovem Noodles cresce num bairro judeu de Nova York e forma com os amigos uma gangue de pequenos criminosos, que com o tempo se torna um negócio de gângsteres próspero. Décadas depois, em 1968, um Noodles envelhecido e atormentado pelo passado retorna a Nova York, e as memórias de amizade, traição e amor por Deborah se entrelaçam numa narrativa que pula entre 1924, 1933 e 1968. Último filme de Sergio Leone, com Robert De Niro e James Woods, e trilha inconfundível de Ennio Morricone.

🍿 Fatos curiosos

Leone recusou O Poderoso Chefão por este filme Sergio Leone se interessou pela história em 1967, logo depois de The Good, the Bad and the Ugly, mas o filme só saiu 17 anos depois. Nesse meio tempo, ele recusou dirigir O Poderoso Chefão porque estava comprometido em realizar este épico. Fonte: ScreenRant (2020)
De Niro pagou os dentes de James Woods Robert De Niro sugeriu que o personagem de James Woods usasse dentes perfeitos e brancos para demonstrar riqueza e vaidade. Os produtores recusaram o custo, então De Niro pagou as próteses do próprio bolso. Fonte: IMDb, trivia de Once Upon a Time in America
O set inteiro não falava inglês Segundo Scott Tiler, o jovem Noodles, ninguém da equipe falava inglês. Até mesmo o diretor Sergio Leone usava apenas uma palavra em inglês no set: "Goodbye". A comunicação era toda por gestos e tradução. Fonte: ScreenRant (2020)
A trilha tocou no set durante as gravações Como o filme demorou tanto para sair, Ennio Morricone terminou a trilha antes mesmo da metade das filmagens. Leone tocava as peças no set para criar a atmosfera certa para as cenas, algo raríssimo no cinema. Fonte: ScreenRant (2020)
Hollywood destruiu o corte do diretor Leone cortou o material de mais de 8 horas para 6 horas e depois para 3h49, mas os distribuidores americanos ainda acharam longo demais e reduziram o filme para 139 minutos, reordenando as cenas cronologicamente. O resultado foi incompreensível, e o corte original só foi recuperado anos depois. Fonte: ScreenRant e AFI Catalog
✍ Veredito da redação Nossa nota: 9,0/10

Vale a pena assistir Era Uma Vez na América?

Vale. Para cinéfilos com fôlego: o épico final de Sergio Leone acompanha meio século de amizade e traição entre gângsteres judeus, em 3h49 de melancolia e memória. Nota 8.4 com 6 mil votos. Denso, moralmente pesado e visualmente sublime. É compromisso de um dia inteiro, e recompensa como um romance. No Disney+. Este é o filme que Leone queria ser seu testamento, e a ambição transborda a cada minuto. A estrutura não linear, que pula entre os anos 20, 30 e 60 como se fossem camadas de memória, é o coração da obra: o tempo aqui não é uma linha, é um rio de culpa e saudade. Noodles carrega nas costas meio século de escolhas erradas, e De Niro traduz isso num olhar cansado que dispensa palavras. A fotografia de Tonino Delli Colli e a trilha de Morricone se fundem num clima de elegia permanente, e os cenários reconstroem a Nova York de proibição com um detalhe obsessivo. É um filme que exige atenção, fôlego e paciência, mas que recompensa cada minuto investido. A história da mutilação do corte pelo estúdio americano virou lenda, e hoje temos a versão que Leone sonhou. Não é para qualquer um, mas para quem ama cinema de verdade é essencial. Nossa nota é 9,0. No Disney+.

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