Ou Tudo, Ou Nada (1997)
Sinopse
Ou Tudo, Ou Nada é uma das comédias britânicas mais amadas de todos os tempos, uma história sobre dignidade, amizade e a capacidade de rir até da própria desgraça. A trama se passa na cidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, nos anos 1990, no meio de uma crise econômica que fechou as siderúrgicas locais e deixou milhares de trabalhadores desempregados e desesperançados. Um desses homens é Gaz (Robert Carlyle), um pai divorciado que perdeu o emprego e vive de bicos mal pagos, lutando para manter a guarda do filho Nathan e pagar a pensão alimentícia. Sem perspectivas, Gaz tem uma ideia que parece absurda à primeira vista: inspirado por um show de striptease masculino que faz sucesso entre as mulheres da cidade, ele decide montar um grupo de dançarinos despidos com os seus amigos desempregados, numa tentativa desesperada de ganhar dinheiro rápido e recuperar a dignidade perdida. O problema é que os candidatos são tudo menos dançarinos profissionais: há Dave (Mark Addy), o melhor amigo de Gaz, inseguro com o próprio corpo e envergonhado da própria falta de jeito; Gerald (Tom Wilkinson), o ex-gerente da siderúrgica que esconde o desemprego da esposa; e um grupo de homens tão diversos quanto desajeitados, de um ex-segurança vaidoso a um jovem tímido de corpo magro e sem experiência nenhuma. O que começa como uma aposta absurda se transforma numa jornada de superação e amizade que culmina num show final que promete entregar o monty completo — a nudez total que o título promete. Dirigido por Peter Cattaneo e escrito por Simon Beaufoy, o filme estreou nos cinemas em 1997 e foi indicado a quatro Oscars, incluindo melhor filme.
🍿 Fatos curiosos
Vale a pena assistir Ou Tudo, Ou Nada?
Ou Tudo, Ou Nada é muito mais do que uma comédia de striptease masculino — é um filme sobre dignidade, sobre a força da amizade e sobre a capacidade humana de encontrar alegria e esperança mesmo nos momentos mais difíceis, e é essa combinação rara de humor desbocado e emoção genuína que fez dele um fenômeno mundial. A premissa é aparentemente absurda — um grupo de desempregados sem nenhum talento resolve virar dançarinos despidos — mas o roteiro de Simon Beaufoy a trata com um respeito e um cuidado impressionantes: cada personagem tem a sua história de dor e a sua motivação para estar ali, e o filme nunca zomba dos seus personagens — zomba com eles, num humor afetuoso que abraça as imperfeições humanas. O elenco é irretocável: Robert Carlyle está brilhante como o protagonista teimoso e carismático, Mark Addy constrói um personagem comovente que lida com a autoestima destruída, e Tom Wilkinson dá a dignidade perdida do ex-gerente que esconde o fracasso. O filme é um retrato tocado e verdadeiro da crise industrial britânica, mas é também uma celebração contagiante da vida, e a cena final, com os seis homens dançando ao som de “You Can Leave Your Hat On”, é uma das sequências mais emocionantes e felizes de todo o cinema de comédia. É um filme que envelheceu maravilhosamente bem e continua fazendo sentido para novas gerações. Nossa nota é 7,1. No Disney+.
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