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Pôster de A 13ª Emenda

A 13ª Emenda (2016)

★ 7.8no TMDB 812 votos 100 min

Documentário Mais da Netflix

Onde assistir

Sinopse

Em 1865, a 13ª Emenda aboliu a escravidão nos Estados Unidos — com uma brecha mortal: "exceto como punição por um crime". Dessa cláusula quase esquecida, Ava DuVernay traça em 100 minutos a linha direta que vai da escravidão ao encarceramento em massa de hoje, passando pelas leis de Jim Crow, pela guerra às drogas e pela indústria das prisões privadas. Com imagens de arquivo brutais, estatísticas devastadoras e vozes de ativistas, acadêmicos e políticos, o documentário vira um argumento único e irrefutável: a história que o país não quis contar, contada com a frieza de um tribunal.

🍿 Fatos curiosos

Foi o primeiro documentário a abrir o Festival de Nova York Em 2016, A 13ª Emenda se tornou o primeiro documentário em 54 edições a abrir o New York Film Festival. Até o anúncio, a existência do filme era um segredo — foi produzido e filmado em sigilo. Fonte: Wikipedia
Um número que abre o filme (e choca) Os Estados Unidos abrigam 5% da população mundial — mas 25% de todos os presos do planeta. A estatística é uma das âncoras do argumento do documentário sobre o sistema carcerário americano. Fonte: Essence
A audiência explodiu durante os protestos de 2020 Na onda dos protestos de George Floyd, em junho de 2020, o documentário registrou um aumento de 4.665% de audiência na Netflix em três semanas. O filme virou leitura obrigatória do movimento. Fonte: Newsweek e Wikipedia
A brecha da 13ª Emenda é o coração da tese A emenda aboliu a escravidão "exceto como punição por crime". O documentário mostra como essa cláusula foi explorada por décadas para transformar a população negra encarcerada em mão de obra barata e em massa de manobra política. Fonte: Wikipedia
Venceu BAFTA, Emmy e Peabody O filme foi indicado ao Oscar de melhor documentário e saiu vencedor no BAFTA, no Emmy e no Peabody. A canção "Letter to the Free", de Common, também levou o Emmy de melhor música original. Fonte: Wikipedia
✍ Veredito da redação Nossa nota: 8,9/10

Vale a pena assistir A 13ª Emenda?

Vale. O documentário de Ava DuVernay traça a linha direta da escravidão ao encarceramento em massa nos EUA com precisão devastadora: dados, arquivo e análise no ritmo certo. Duro, necessário e impecavelmente montado. É cinema-argumento no nível mais alto. Saia do filme com mais perguntas que respostas. Na Netflix. A força de A 13ª Emenda está em nunca levantar a voz: o que assusta é o que os arquivos mostram. DuVernay constrói o argumento como um advogado de acusação — cada novo depoimento, cada lei assinada, cada número de presos em tela fecha mais um elo da corrente que liga a escravidão do século XIX ao sistema prisional de hoje. O filme não precisa de narração dramática: a Guerra às Drogas de Nixon e Reagan, a frase “law and order”, os vídeos de políticos sorrindo enquanto prometem punições duras — tudo isso fala por si. A montagem de Spencer Averick é cirúrgica, contrapondo imagens de libertação e de prisões com precisão de relógio, e a trilha pontua sem exagerar. Há uma honestidade rara em admitir que o problema não é uma conspiração, e sim um sistema de incentivos: prisões privadas que lucram com cela ocupada, políticos que lucram com voto negado. Assusta menos pelo grito do que pela calmaria com que entrega os fatos. É daqueles filmes que mudam a forma como você enxerga um país inteiro — e que deixam a sensação de que a justiça, como a conhecemos, ainda está por ser inventada. Nossa nota é 8,9. Na Netflix.

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