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Pôster de A Outra História Americana

A Outra História Americana (1998)

★ 8.3no TMDB 12.869 votos 119 min

Drama Mais da HBO Max

Onde assistir

Sinopse

Derek Vinyard é um ex-líder neonazista que acabou de sair da prisão, depois de três anos por um crime brutal de ódio. De volta à casa, em Venice Beach, ele encontra o irmão mais novo, Danny, seguindo exatamente o mesmo caminho de radicalização que ele um dia trilhou. Através de flashbacks em preto e branco, acompanhamos como Derek foi corrompido pela ideologia da supremacia branca — e, principalmente, o que aconteceu na cadeia para fazer esse ódio desmoronar. Edward Norton vive Derek em uma das atuações mais devastadoras do cinema americano.

🍿 Fatos curiosos

Norton quase recusou e cortou o próprio salário Edward Norton quase passou o papel adiante, mas acabou se dedicando de corpo e alma: raspou a cabeça, ganhou cerca de 30 libras de músculo com treino pesado e cortou o cachê pela metade para ajudar no orçamento do filme. Fonte: ScreenRant e Men's Health
Joaquin Phoenix recusou o papel Antes de Norton, o papel de Derek foi oferecido a Joaquin Phoenix, que recusou por se sentir desconfortável com o tema visceral do filme. O projeto também passou pelas mãos de Dennis Hopper, que declinou antes de Tony Kaye assumir. Fonte: ScreenRant
O diretor renegou o próprio filme Tony Kaye brigou com o estúdio na edição: Norton re-montou o filme e o estúdio lançou essa versão. Revoltado, Kaye tentou tirar o nome da direção dos créditos — a regra da Directors Guild só permitia pseudônimo se ele não explicasse o motivo, o que ele fez. Ele só assistiu ao filme pela primeira vez em 2007. Fonte: IMDb e ScreenRant
A cena da calçada quase ficou de fora A sequência mais chocante do filme — Derek forçando um homem negro a morder o meio-fio antes de pisar em sua cabeça — quase foi cortada. Kaye a achava explícita demais; Norton defendeu que era essencial para entender a jornada de redenção. O resultado mostra a violência de forma sugerida, não gráfica. Fonte: Ranker e Far Out Magazine
Norton reescreveu cenas-chave O ator reescreveu o discurso na mesa de jantar de Derek, transformando-o em um argumento articulado — e assustadoramente convincente — de como o racismo se esconde atrás de discurso político. Também mudou o final: o roteiro original terminava com Derek raspando a cabeça diante do espelho, num ciclo sem saída. Fonte: Ranker e ScreenRant
✍ Veredito da redação Nossa nota: 8,5/10

Vale a pena assistir A Outra História Americana?

Vale. É um soco no estômago sobre ódio e redenção: Edward Norton, em atuação avassaladora, vive um neonazista que confronta as próprias escolhas. Nota 8.3 com 12 mil votos. Duro de assistir em vários momentos, e é esse o ponto. Poucos filmes tratam o racismo com tanta franqueza. Não é sessão leve; é sessão necessária. Na HBO Max. A Outra História Americana não pede licença: abre com Derek executando um homem negro na porta de casa, em câmera lenta, e a partir daí o filme nunca alivia a pressão. O que o torna tão poderoso é a recusa em demonizar o personagem de Norton: Derek é inteligente, eloquente e trágico — e é exatamente por isso que sua ideologia assusta tanto. A estrutura em flashbacks, coloridos para o presente e em preto e branco para o passado, conduz a revelação do colapso do ódio dentro da cadeia, onde Derek percebe que o mundo supremacista que defendia o traía da forma mais brutal. A montagem em preto e branco sublinha a perda da cor da vida quando o personagem se entrega ao fanatismo, e a redenção tardia chega sem nenhuma redenção fácil: o filme termina em luto, não em celebração. A atuação de Norton carrega tudo, num dos maiores trabalhos já entregues por um ator da sua geração — e vale lembrar que a produção nos bastidores foi tão conturbada quanto a história: o diretor chegou a renegar o filme. Não é um filme de entretenimento; é um filme sobre escolhas, culpa e a dificuldade imensa de quebrar um ciclo. Nossa nota é 8,5. Na HBO Max.

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