Os Olhos Negros de Marilyn (2021)
Sinopse
Os Olhos Negros de Marilyn conta a história de Isa (Miriam Leone), uma chef talentosa que trabalhou em restaurantes de prestígio até que um trauma a fizesse perder a estabilidade emocional e ser internada em uma clínica psiquiátrica na Itália. Lá, ela conhece Diego (Stefano Accorsi), um homem carismático que vive os altos e baixos de um transtorno bipolar e que, nas fases de euforia, se torna imprevisível e cheio de energia. Apesar de tudo que os separa, os dois encontram um ponto em comum que os liga profundamente: o amor pela comida e pela cocção. Juntos, eles tocam um pequeno restaurante dentro da própria clínica, e essa experiência se revela terapêutica para ambos: cozinhar lhes dá um propósito, uma rotina e um jeito de reconstruir a confiança em si mesmos, enquanto um romance inesperado e delicado floresce entre os pratos e as panela fogem do controle de Isa. Entre o receio do retorno à vida fora da clínica, o medo de recair e o sonho de abrir um restaurante de verdade, a dupla vai precisar aprender que cura não é o fim da doença, mas a capacidade de conviver com ela. Dirigido por Simone Godano e estrelado pela dupla Miriam Leone e Stefano Accorsi, o filme estreou em 2022 e chegou ao catálogo da Netflix no Brasil.
🍿 Fatos curiosos
Vale a pena assistir Os Olhos Negros de Marilyn?
Os Olhos Negros de Marilyn é uma comédia romântica italiana que tem uma premissa simples e uma execução muito mais madura do que o gênero costuma entregar: em vez de tratar a saúde mental como piada ou mero pano de fundo, o filme de Simone Godano coloca seus protagonistas dentro de uma clínica psiquiátrica e os trata com uma humanidade rara, usando a cozinha como a ponte que reconecta Isa e Diego ao mundo e um ao outro. Miriam Leone é magnética como a chef que perdeu o rumo da vida mas mantém a maestria das panelas, e Stefano Accorsi faz de Diego um personagem verdadeiramente complexo — carismático e assustador nas fases maníacas, fragilizado e tocante nos momentos de queda, sem nunca reduzir o transtorno bipolar a um adjetivo de personagem. A química entre os dois é o motor do filme, e as cenas na cozinha da clínica — cheias de criatividade e alegria contagiante — funcionam como um lembrete de que cura não é apagar a doença, mas aprender a viver com ela. O filme não escapa de alguns clichês da comédia romântica — a estrutura é bastante previsível e o desfecho entrega exatamente o que o gênero promete — mas a sinceridade do elenco e o cuidado com o tema elevam o resultado acima da média de produções equivalentes de streaming. É um filme agradável, comovente e com uma mensagem genuinamente bonita sobre segundas chances e o poder terapêutico de fazer algo que se ama. Nossa nota é 6,4. Na Netflix.
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