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Enola Holmes 3 vale a pena? Review completo (2026)

· 8 de julho de 2026

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🚨 Aviso de spoiler: este review comenta a trama com detalhes, incluindo cenas e reviravoltas. Se você ainda não assistiu e quer chegar sem saber de nada, melhor ver primeiro e voltar depois.

Vale, mas vamos ser sinceros logo de cara: este é o Enola mais irregular dos três, e ainda assim é difícil não sair sorrindo. 🕵️‍♀️ Millie Bobby Brown continua sendo o motivo de tudo funcionar, e quando ela pisca para a câmera no meio de uma perseguição por Malta, você perdoa quase todos os furos do roteiro.

A terceira aventura da irmã caçula dos Holmes trocou a fumaça de Londres pelo sol do Mediterrâneo, e essa mudança de cenário já diz muito sobre a proposta: menos mistério cerebral, mais férias com pancadaria. Estreou no dia 1º de julho de 2026 e virou fenômeno imediato de audiência na Netflix, mesmo com a crítica torcendo o nariz.

Neste review a gente conta o que a ida para Malta acertou, por que os críticos apontaram este como o capítulo mais fraco, o que o público está falando e se vale o seu play numa noite qualquer. Bora?

Ficha rápida: ★ 7.0 · Filme · 2026 · 1h49 · Aventura, Crime, Mistério · Direção de Philip Barantini · Disponível na Netflix

Do que fala Enola Holmes 3

A premissa é a mais pessoal da franquia até agora. Enola está prestes a se casar com Lord Tewkesbury (Louis Partridge) em Malta quando Sherlock (Henry Cavill) simplesmente desaparece. Adeus lua de mel: a detetive larga os planos de casamento e mergulha num caso que mistura o sumiço do irmão com uma conspiração bem maior do que ela imaginava. Helena Bonham Carter volta como a mãe indomável, e a novidade fica por conta de Himesh Patel estreando como o Dr. Watson, um aceno claro ao universo Sherlock que a série quer construir. Sem spoilers, mas digamos que o vilão desta vez tem um nome que todo fã de Conan Doyle reconhece de olhos fechados.

O que funciona

Millie Bobby Brown, antes de qualquer coisa. É o show de uma atriz só, e ela sabe disso: quebra a quarta parede com a intimidade de quem já veste a Enola há três filmes, e o carisma cobre buraco de roteiro que você nem percebe na hora. Tem uma leveza no jeito como ela conduz cada cena que segura o filme de pé mesmo quando a trama cambaleia.

A escolha de Philip Barantini na direção é curiosa e dá certo. Ele é o cara dos planos-sequência sufocantes de Adolescência e Ponto de Ebulição, e aqui solta a mão numa aventura solar, cheia de perseguições por vielas de pedra e mergulhos no azul do Mediterrâneo. As cenas de ação são a parte mais viva do filme: dinâmicas, bem coreografadas, com aquele frescor de quem está se divertindo. Malta vira quase uma personagem, e a fotografia ensolarada é um alívio bem-vindo depois de dois filmes cinzentos em Londres.

E tem o pé no romance. O casal com Tewkesbury continua rendendo química, o humor acerta mais do que erra, e o filme sabe exatamente que tipo de sessão-pipoca quer ser. Ninguém aqui está tentando reinventar o gênero, e essa honestidade de propósito é parte do charme.

Para quem acompanha a franquia, ainda tem um agrado extra: este é o filme que começa a construir um universo maior em volta da Enola. Himesh Patel estreia como o Dr. Watson, Henry Cavill ganha um Sherlock com mais o que fazer do que apenas resmungar de terno, e o vilão dessa vez sinaliza que a série quer brincar de valer com o cânone de Conan Doyle. São sementes plantadas para o futuro, e elas dão um gostinho de “isso vai longe” mesmo quando o caso da vez não empolga.

Cena de Enola Holmes 3, com Millie Bobby Brown em Malta

O que pesa contra

Aqui mora a treta. O mistério central, que sempre foi o coração dos filmes da Enola, é o mais bagunçado dos três. A trama se enrola, joga reviravoltas que não se sustentam e chega ao fim com aquela sensação de “só isso?”. O ritmo é mais arrastado que o do segundo filme, e algumas piadas caem no vazio. O placar do público na Rotten Tomatoes conta essa história sem dó: 48%, bem abaixo do frescor que os dois primeiros capítulos tinham. Se você entra procurando um whodunit afiado, vai sair coçando a cabeça. É diversão, não é engenhosidade.

O que dizem por aí

O consenso dos críticos foi morno, mas não cruel: 66% na Rotten Tomatoes, com a maioria repetindo a mesma ideia, é o mais fraco da trilogia, mas a Millie Bobby Brown salva. A Roger Ebert.com elogiou a esperteza dos quebra-cabeças mesmo com a história frouxa, enquanto a Forbes bateu na tecla de que a franquia ainda tem gás justamente por causa da protagonista. Já a resenha da What’s on Netflix resumiu o problema no próprio título, dizendo que o filme não encontra bem o seu caminho no Mediterrâneo.

Do outro lado, os números não mentem sobre o apetite do público: 20,7 milhões de visualizações em cinco dias, segundo a Variety, colocaram o filme no topo da Netflix logo na estreia. Ou seja, a crítica implicou, mas o mundo assistiu, e provavelmente vai assistir de novo. É aquele tipo de lançamento que domina o fim de semana independentemente da nota.

Esse abismo entre os 66% da crítica e os 48% do público diz menos sobre o filme ser ruim e mais sobre expectativa. Quem chegou esperando o mesmo whodunit engenhoso dos primeiros capítulos saiu frustrado, e é dele boa parte das notas baixas do público. Já quem tratou como o que o filme claramente é, uma aventura de verão leve com uma protagonista carismática, saiu satisfeito. A régua com que você mede muda completamente a experiência, e talvez seja essa a informação mais útil deste review inteiro.

Para quem é (e para quem não é)

É para quem já torceu por Enola e Tewkesbury e quer rever esse casal, para quem curte aventura de época leve e ensolarada, e para quem liga a Netflix numa sexta querendo diversão sem compromisso. Não é para quem coloca o mistério acima de tudo e vai reparar em cada furo da investigação, nem para quem esperava a Enola no auge de 2020. Encare como um reencontro gostoso com uma personagem querida, e não como o ponto alto da franquia, que a experiência fica bem mais generosa.

Veredito final

Nota ★ 7.0 aqui na casa, o que já diz que é bom sem ser memorável. Enola Holmes 3 é o tipo de filme que a crítica esnoba e o público maratona no mesmo fim de semana, e as duas turmas têm um pouco de razão: o mistério tropeça, mas o carisma da Millie Bobby Brown e o cenário de Malta seguram a diversão do início ao fim. Ver ficha e onde assistir →

Perguntas rápidas

Precisa ter visto os dois primeiros filmes? Ajuda bastante, principalmente para entender a relação com Tewkesbury e com Sherlock, mas dá para pegar o fio aqui se você topar deixar algumas referências passarem batido.

Vai ter Enola Holmes 4? A Netflix não confirmou oficialmente até o fechamento deste texto, mas o final deixa a porta escancarada e 20 milhões de views em cinco dias são um argumento e tanto.

Dá para ver em família? Dá. É aventura de classificação leve, com ação sem violência pesada e um romance comportado. Crianças um pouco maiores acompanham numa boa.

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