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Pôster de A Viagem de Chihiro

A Viagem de Chihiro (2001)

★ 8.5no TMDB 18.840 votos 125 min

Animação Família Fantasia Mais da Netflix

Onde assistir

Sinopse

Aos dez anos, Chihiro e os pais se mudam para uma nova cidade. No caminho, o carro para diante de um túnel misterioso, e a família cruza para um mundo habitado por deuses e espíritos. Os pais, que devoram a comida de um restaurante abandonado, são transformados em porcos — e Chihiro precisa trabalhar na casa de banho da feiticeira Yubaba para sobreviver e reencontrar os pais. Lá, sob o novo nome de Sen, ela conhece criaturas inesquecíveis, de uma criatura sem rosto a um espírito do rio chamado Haku. Hayao Miyazaki transforma o conto de fadas japonês em uma viagem sobre coragem e memória.

🍿 Fatos curiosos

Miyazaki quase não fez o filme Depois de terminar Princesa Mononoke, o diretor planejava se aposentar. Foi ao visitar uma amiga e ver sua filha de dez anos, abatida e melancólica, que ele decidiu fazer um filme para aquela menina — e nasceu Chihiro. Fonte: ScreenRant e IMDb
É o único anime com Oscar de Melhor Animação Em 2003, o filme venceu o Oscar de Melhor Animação, batendo Lilo & Stitch, A Era do Gelo e Planeta do Tesouro. Por mais de vinte anos, foi o único filme em 2D, de língua não inglesa e fora da Disney a vencer a categoria. Fonte: GKIDS e Reuters
Miyazaki boicotou a cerimônia do Oscar O diretor não compareceu para receber o prêmio. Só em 2009 ele explicou o motivo: "Não queria visitar um país que estava bombardeando o Iraque." Na época, o produtor o proibiu de dizer isso publicamente. Fonte: ScreenRant e The Times
A cena do espírito do rio nasceu de uma limpeza real A sequência em que Chihiro tira uma bicicleta do corpo do Espírito Fedorento aconteceu de verdade com Miyazaki: durante uma ação voluntária de limpeza de um rio, ele encontrou exatamente uma bicicleta enterrada no leito. Fonte: SoraNews24 (Studio Ghibli)
Cada nome carrega um significado Chihiro significa "mil buscas" e Sen, o nome que ela ganha na casa de banho, é "mil". Kamaji é o "homem da caldeira", Yubaba a "feiticeira da casa de banho" e Zeniba a "feiticeira do dinheiro". Nada no mundo de Miyazaki é escolhido ao acaso. Fonte: ScreenRant e IMDb
✍ Veredito da redação Nossa nota: 8,8/10

Vale a pena assistir A Viagem de Chihiro?

Sim: é a obra-prima do Studio Ghibli e a resposta definitiva para “animação é coisa de criança?”. Uma menina presa num mundo de espíritos, criaturas que você nunca viu antes e camadas que só o olho adulto pega. Único anime a levar o Oscar de Melhor Animação. Nota 8.5 com 18 mil votos. Funciona aos 8 e aos 80 anos. Na Netflix. Corre lá. A Viagem de Chihiro é a prova viva de que a animação é uma linguagem, não um gênero: tudo o que o cinema pode fazer está aqui, dos cenários que parecem respirar ao silêncio que pesa mais que qualquer diálogo. A jornada de Chihiro é a jornada de toda criança crescendo — perder os pais, encontrar um mundo estranho, trabalhar, fazer amigos impossíveis e descobrir que coragem não é não ter medo, e sim agir apesar dele. O mergulho de Miyazaki no folclore japonês cria uma imagética que não tem equivalente no cinema ocidental: deuses que aparecem em barcos no mar à noite, ratos que viram crianças, um trem que anda sobre as águas. E por baixo do fantástico, há um comentário sobre consumo, trabalho e perda de identidade — o nome que Yubaba rouba de Chihiro é uma metáfora precisa de como o mundo adulto engole a gente. É um filme para ver com olhos de criança e reter com olhos de adulto, e cada revisão revela um detalhe novo. Nossa nota é 8,8. Na Netflix.

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