🚨 Aviso de spoiler: este review comenta a trama com detalhes, incluindo cenas e reviravoltas. Se você ainda não assistiu e quer chegar sem saber de nada, melhor ver primeiro e voltar depois.
Vale, com uma condição: você precisa estar dentro dessa história. 💔 Sua Culpa: Londres é o capítulo do meio da saga de Nick e Noah, e ele foi feito sob medida para quem já shippa o casal desde o primeiro filme. Se esse é o seu caso, prepare o coração, porque a distância, o ciúme e a vida adulta entram em cena de vez. Se você nunca viu nada da franquia, comece pelo começo, que aqui não é lugar de entrar no meio.
O filme chegou ao Prime Video em junho de 2026 como continuação direta de Minha Culpa: Londres, a versão britânica da febre adolescente que já tinha conquistado meio mundo na leva espanhola. A premissa é aquela que todo casal de vinte e poucos anos reconhece: o amor sobrevive quando a rotina, a ambição e a distância começam a puxar cada um para um lado?
Neste review a gente conta o que o filme acerta, onde ele patina, o que o público andou falando e para quem essa história é. Bora?
Ficha rápida: ★ 7.5 · Filme · 2026 · 2h03 · Drama, Romance · com Asha Banks e Matthew Broome · Disponível no Prime Video
Do que fala Sua Culpa: Londres
Depois de tudo que rolou no primeiro filme, Nick (Matthew Broome) e Noah (Asha Banks) estão juntos e aparentemente mais firmes do que nunca. O problema é que a vida adulta não pediu licença. Noah conquista uma bolsa em Oxford e mergulha na rotina universitária, enquanto Nick fica em Londres afundado nas cobranças da empresa do pai. Entre uma cidade e outra aparecem as tentações e as ameaças de sempre: Sophia (Louisa Binder), ambiciosa e de olho no Nick na Leister Enterprises; Michael (Joel Nankervis), o colega paciente e simpático que se aproxima da Noah em Oxford; e o submundo das corridas clandestinas rondando pelas beiradas. Não é spoiler dizer que ciúme e insegurança viram os verdadeiros vilões da história.
O que funciona
A química do casal, antes de tudo. Asha Banks e Matthew Broome sustentam o filme com aquele magnetismo que a franquia precisa para funcionar, e as cenas dos dois juntos, sejam as de reconciliação ou as de briga, têm uma tensão que segura o espectador. Quando o roteiro dá espaço para eles respirarem, o filme acerta.
Tem também um mérito no salto temático. O primeiro filme era sobre o proibido, o desejo que não podia acontecer. Este aqui é sobre o depois, sobre o que sobra quando o beijo já rolou e agora é preciso construir alguma coisa no meio de faculdade, trabalho e cobrança familiar. É um conflito bem mais adulto do que o gênero costuma entregar, e o filme não foge dele.
A produção também subiu de nível. Londres e Oxford rendem cenários lindos, a fotografia é caprichada, e a trilha acompanha bem os altos e baixos emocionais. Para quem consome esse tipo de romance, a embalagem está impecável, e a duração de duas horas dá tempo de desenvolver os dramas sem parecer atropelado.
O elenco novo também ajuda a movimentar o tabuleiro. Louisa Binder entra como Sophia, a colega ambiciosa que circula perto do Nick no trabalho, e Joel Nankervis faz o Michael, o amigo tranquilo que se aproxima da Noah em Oxford. São peças que existem para gerar ciúme, claro, mas os dois trazem carisma suficiente para não virarem caricatura, e a Briar da Scarlett Rayner rende bons momentos como a amiga estrategista. Num filme que vive de tensão romântica, ter antagonistas com alguma graça faz diferença.
E tem um acerto de tom que vale mencionar: o filme leva a sério a pressão familiar sobre o Nick. A cobrança do pai, o peso de carregar a empresa, a sensação de estar preso num futuro que ele não escolheu, tudo isso dá ao personagem uma camada que o gênero costuma ignorar. Não é profundo a ponto de virar drama adulto, mas é o suficiente para o conflito do casal parecer sobre algo real, e não só sobre mal-entendido bobo.

O que pesa contra
É previsível, e não faz esforço para não ser. Os obstáculos são exatamente aqueles que você imagina desde o primeiro minuto: a colega interesseira, o amigo bonzinho que gosta dela, o mal-entendido que poderia ser resolvido com uma conversa de dois minutos. Se você não tem paciência com dramalhão de casal jovem, vai revirar os olhos várias vezes. Além disso, sofre do clássico problema de filme do meio: existe muito mais para preparar o próximo capítulo do que para fechar este, e o final deixa aquela sensação de “continua”. E vale repetir: entrar por aqui sem ter visto o anterior é receita para não se importar com nada do que acontece.
O que dizem por aí
O público da franquia abraçou. Esse tipo de romance jovem tem uma base fiel que acompanha desde a versão espanhola da saga, e a leva britânica herdou essa energia, com o filme entrando forte no catálogo do Prime Video e movimentando as redes com os shippers do casal. É fenômeno de nicho, mas o nicho é enorme e barulhento.
A crítica tradicional, como quase sempre acontece com o gênero, foi bem menos entusiasmada, apontando a previsibilidade e os clichês. Mas tem um detalhe que diz muito sobre a confiança da produção: o terceiro filme já foi rodado, gravado junto com este numa tacada só. Ou seja, a história de Nick e Noah já tem desfecho garantido, e quem embarcar agora não vai ficar na mão. Aqui na casa a nota reflete essa recepção morna dos críticos e quente dos fãs: 7.5, boa para quem é do time.
Para quem é (e para quem não é)
É para quem viu Minha Culpa: Londres (ou a saga espanhola) e quer saber no que dá essa relação, para quem gosta de romance jovem com drama, ciúme e reconciliação, e para quem curte maratonar história de casal em ordem. Não é para quem procura originalidade ou roteiro imprevisível, nem para quem nunca teve contato com a franquia, porque metade do impacto vem do que já foi construído antes.
Veredito final
Nota ★ 7.5 aqui na casa, e ela é justa para o que o filme se propõe: entregar mais um capítulo caprichado de uma história que o público já ama. Sua Culpa: Londres não vai converter ninguém que torce o nariz para romance adolescente, mas para quem está investido em Nick e Noah é aquele play de sexta com pipoca e drama na medida. Ver ficha e onde assistir →
Perguntas rápidas
Precisa ver Minha Culpa: Londres antes? Precisa. Este é continuação direta, e entrar aqui sem contexto tira quase toda a graça da relação entre os dois.
Vai ter um terceiro filme? Vai, e ele já foi filmado junto com este, então o desfecho da história está garantido.
É a mesma história da versão espanhola? É a mesma saga em versão britânica, com elenco e locações próprias. Quem viu a leva espanhola vai reconhecer a estrutura, mas aqui a produção é outra.




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