Paisagem com Mão Invisível (2023)
Comédia Drama Ficção Científica
Sinopse
Paisagem com Mão Invisível é uma ficção científica satírica americana de 2023, escrita e dirigida por Cory Finley e baseada no romance homônimo de M. T. Anderson, que imagina um futuro próximo sombrio e absurdo. A história se passa num mundo em que uma espécie alienígena chamada Vuvv invadiu a Terra e assumiu o controle de tudo, sem violência aberta, mas com uma tecnologia tão superior que simplesmente tornou a maioria dos empregos humanos inúteis: os alienígenas fazem o trabalho de todo mundo com a sua tecnologia avançada, e a humanidade fica à margem, pobre, sem trabalho e humilhada, vendo os seus sonhos e as suas casas serem engolidos pela presença dos invasores. No meio desse cenário de desesperança, está o jovem Adam Costello (Asante Blackk), um adolescente pobre que vive com a sua mãe durona (Tiffany Haddish) e o seu pai morto que flutua na cozinha de casa, preservado por um artefato alienígena, e que se apaixona por Chloe (Kylie Rogers), a filha da família rica da vizinhança que perdeu tudo. Juntos, os dois adolescentes têm uma ideia para ganhar dinheiro no novo mundo: usar o dispositivo de controle neural dos alienígenas para transmitir a sua vida romântica em tempo real para os Vuvv assistirem, como se fossem uma novela intergaláctica, recebendo em troca dinheiro dos alienígenas que adoram observar os hábitos peculiares dos humanos. O plano funciona no começo, mas o sucesso expõe Adam à exploração e à humilhação, numa sátira afiada sobre capitalismo, tecnologia e a comodificação das relações humanas. O elenco inclui ainda Brooklynn Prince, Josh Hamilton e Michael Gandolfini.
🍿 Fatos curiosos
Vale a pena assistir Paisagem com Mão Invisível?
Paisagem com Mão Invisível é um filme estranho, inventivo e profundamente original que dificilmente vai agradar a todos — mas que merece muito respeito por ousar ser diferente: em vez de entregar a típica história de invasão alienígena com batalhas e efeitos especiais, o filme imagina um mundo em que os alienígenas venceram sem precisar lutar, simplesmente tornando os humanos irrelevantes com a sua tecnologia, e usa essa premissa para construir uma sátira afiada do capitalismo e da exploração das relações humanas: a ideia de dois adolescentes que transmitem o próprio romance como entretenimento para os alienígenas é uma metáfora genial sobre as redes sociais e a exposição da vida privada em troca de dinheiro e visibilidade. O filme é sombrio, seco e desconfortável em vários momentos, com um humor estranho e muitas vezes absurdo que não é para qualquer público — é claramente uma obra de autor, que prioriza a ideia à história convencional, e isso pode afastar quem procura um filme mais acessível. Ainda assim, a atuação de Asante Blackk é sólida e a direção de Cory Finley é precisa e estilizada, entregando imagens memoráveis e um tom que constrói bem o mundo absurdo da história. É um filme para quem gosta de ficção científica intelectual e sátira social, e mesmo que não seja perfeito, deixa a impressão de ter visto algo genuinamente novo. Nossa nota é 5,9. No Prime Video.
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