Os Produtores (2005)
Sinopse
Os Produtores é um musical de comédia que adapta para as telas o clássico filme homônimo de 1968 do gênio da sátira Mel Brooks. A história gira em torno de Max Bialystock (Nathan Lane), um produtor de Broadway falido e desesperado, e Leo Bloom (Matthew Broderick), um tímido e ansioso contador que sonha em produzir espetáculos. Juntos, os dois descobrem que é possível ganhar mais dinheiro com um fracasso do que com um sucesso: se um espetáculo flopar de forma completa, os investidores — que investem muito mais do que deveriam, porque acreditam que vão ganhar fortunas — nunca vão rever o dinheiro, e os produtores podem embolsar tudo sem ninguém perceber. A única regra é arrecadar muito mais dinheiro do que o espetáculo vai custar, e então os dois saem à caça do pior espetáculo possível: um musical absolutamente ofensivo chamado "Primavera para Hitler", escrito por um nazista louco (Will Ferrell), dirigido pelo afetado e ridículo diretor Roger DeBris e estrelado por um elétrico elenco de bailarinos gays. É claro que o plano perfeito dá terrivelmente errado quando o espetáculo, contra todas as expectativas, vira um sucesso estrondoso e o esquema é descoberto. Dirigido por Susan Stroman, a mesma encenadora do musical da Broadway que virou fenômeno em 2001, o filme estreou em 2005.
🍿 Fatos curiosos
Vale a pena assistir Os Produtores?
Os Produtores é uma daquelas adaptações que carregam o peso de um duplo legado: o filme original de Mel Brooks de 1968 é uma das comédias mais geniais e anárquicas da história do cinema, e o musical de 2001 que deu origem a este remake é um fenômeno da Broadway que varreu os prêmios Tony. Susan Stroman, que fez tanto a direção do musical quanto deste filme, opta por uma abordagem literalmente teatral: a fotografia é colorida e exagerada, os números musicais invadem a narrativa a qualquer momento e o ritmo segue o tom do palco, o que faz o filme parecer menos um longa tradicional e mais um registro filmado do espetáculo — com todos os prós e contras que isso implica. Do lado positivo, o elenco é formidável: Nathan Lane e Matthew Broderick têm química perfeita e dominam o material com a precisão de quem viveu os papéis milhares de vezes, Will Ferrell está hilário em sua veia mais escrachada e as canções de Mel Brooks continuam brilhantes — números como “Springtime for Hitler” são sátiras corajosas que só funcionam porque são executadas com perfeição cômica. Do lado negativo, o ritmo arrasta em alguns números que não trazem nada novo em relação ao palco e a magia anárquica do original, que tinha o risco genuíno de uma produção artesanal, se perde na produção caprichada e controlada. No fim, é um filme que agrada quem adora musicais e a obra de Mel Brooks, mas que deixa a sensação de que o cinema poderia ter feito mais com material tão explosivo. Nossa nota é 6,3. Na Netflix.
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