Os Seus, Os Meus, Os Nossos (1968)
Sinopse
Os Seus, Os Meus, Os Nossos é uma comédia clássica de 1968 que conta a história real e surpreendente de Helen Beardsley (Lucille Ball), uma viúva com oito filhos, e Frank Beardsley (Henry Fonda), um viúvo com dez filhos, que se conhecem e se apaixonam quase que por acaso. Ela é uma mãe carinhosa e desorganizada que não separa os filhos por gênero e trata a casa como um grande caos organizado; ele é um homem rígido, militar de carreira, acostumado a rotina e à ordem militar. Quando os dois decidem se casar e unir as duas proles numa única casa em Connecticut, o resultado é um lar com dezoito crianças, duas formas completamente opostas de educar e um encontro de golias que promete explodir a qualquer momento. Os métodos liberais de Helen colidem de frente com o rigor militar de Frank, as crianças se dividem entre as duas filosofias e o conflito entre o casal ameaça desmanchar a união antes mesmo de ela começar a funcionar. Mas quando as crianças, percebendo que o amor dos pais é a única coisa que realmente importa naquela confusão toda, se unem para tramar a reconciliação, o que o filme chama de a maior manobra de todas: convencer os adultos de que a família gigante é a maior aventura de todas. Dirigido por Melville Shavelson, o filme foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 1968 e abriu caminho para a refilmagem de 2005 com Dennis Quaid e Rene Russo.
🍿 Fatos curiosos
Vale a pena assistir Os Seus, Os Meus, Os Nossos?
Os Seus, Os Meus, Os Nossos é uma comédia que envelheceu com charme, e é fácil entender por que foi um dos maiores sucessos de 1968: o filme tem a combinação perfeita de dois ingredientes que o público de todas as gerações adora — uma premissa universalmente engraçada, a ideia de dezoito crianças morando na mesma casa sob duas filosofias opostas de educação, e dois protagonistas históricos no auge do talento cômico: Lucille Ball, em plena forma como a mãe caótica e amorosa, e Henry Fonda, surpreendentemente engraçado como o pai militar rígido e bom de coração. O roteiro é afinado e a direção de Melville Shavelson sabe equilibrar a comédia física com o sentimento genuíno que a história real exige, e o final, em que as crianças se unem para salvar o casamento dos pais, é emocionante na medida certa. É claro que é um filme do seu tempo: o ritmo é mais lento que o das comédias modernas, as piadas são inocentes e a produção tem o visual colorido e artificial dos anos 60. Mas para quem gosta de comédia clássica ou quer conhecer a origem de uma das histórias de família mais famosas do cinema, é uma delícia nostálgica que ainda faz rir de verdade. Nossa nota é 6,7. No Prime Video.
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