Os Sem-Floresta (2006)
Animação Aventura Comédia Família
Sinopse
Os Sem-Floresta é um filme de animação da DreamWorks que conta a história de um grupo de animais da floresta que acorda da hibernação e descobre que um enorme muro de arbustos foi construído no meio da noite, separando o mundo selvagem de um novo e brilhante condomínio residencial que acabou de ser erguido do outro lado. No comando do grupo está Verne a tartaruga, o líder cauteloso e medroso que sempre desconfia do que está além da cerca, acompanhado pela família de ouriços, a gambá Stella e o esquilo hiperativo Hammy. A vida muda de verdade quando chega RJ, um guaxinim esperto e falastrão interpretado por Bruce Willis, que foge do urso Vincent depois de devorar toda a reserva de comida que o urso havia acumulado para a hibernação. Para pagar a dívida e sobreviver, RJ convence os animais a atravessar o muro e invadir o paraíso suburbano humano: casas cheias de comida processada, jardins repletos de lanches e o mais incrível de todos, o famoso carrinho de diet cola com sabor de fruta. O plano dá certo no começo, mas logo o grupo descobre que o mundo dos humanos é muito mais perigoso do que parecia, com a assustadora controladora de pragas Gladys Sharpe — dona de uma casa no condomínio — caçando os animais a cada investida. Dirigido por Tim Johnson e Karey Kirkpatrick, o filme é baseado na tira em quadrinhos de Michael Fry e T. Lewis e estreou em 2006.
🍿 Fatos curiosos
Vale a pena assistir Os Sem-Floresta?
Os Sem-Floresta é uma daquelas animações da DreamWorks que a crítica costuma tratar como menor, mas que o público abraçou de verdade: o filme funciona muito bem porque tem uma premissa genial e universal — animais selvagens descobrindo o mundo dos subúrbios americanos cheio de comida industrializada — e a executa com um humor afiado que funciona em dois níveis: as crianças se divertem com as gags e as piadas físicas, enquanto os adultos se identificam com a crítica ácida ao consumismo e à vida suburbana que se esconde sob a superfície fofa. O elenco de vozes é um dos grandes trunfos: Bruce Willis dá a ele o carisma de anti-herói esperto, Garry Shandling constrói um Verne perfeito na ansiedade e na moralidade, e Steve Carell transforma o esquilo Hammy em um dos personagens mais engraçados de toda a filmografia da DreamWorks — a sequência do refrigerante energético no final é puro ouro cômico. É claro que não é o tipo de animação que marca gerações como “Shrek” ou “Procurando Nemo”: a trama é simples, os vilões humanos são caricatos e o desenvolvimento de personagens não é aprofundado. Mas como diversão leve e bem feita, com uma crítica social esperta escondida no meio, ele cumpre com folga o que promete e envelheceu surpreendentemente bem. Nossa nota é 6,5. No Globoplay.
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